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A nossa terra

 

MOLEDO é uma pequena freguesia com cerca de 600 habitantes. Pertence ao concelho da Lourinhã, distrito de Lisboa. Num círculo de um a nove quilómetros, situam-se as localidades de Reguengo Pequeno (2kms), S. Bartolomeu (2kms), Paço (2kms), Pena Seca (5kms), Cezaredas (4kms), Lourinhã (5kms) e as praias de Areia Branca, S. Bernardino e Consolação, entre os seis e nove quilómetros.

A palavra Moledo quer dizer pedra grande ou monte de pedras, mas os naturais são da opinião que o surgimento do nome tem de facto a ver com as enormes pedras que lá existem.

Os moradores dedicam-se na sua maioria à agricultura, sendo um pouco introvertidos, como em quase todas as aldeias, mas conhecendo com quem lidam, são gente boa e hospitaleira.

A localidade, que tem por padroeiro o Divino Espírito Santo, está rodeada de moinhos, sendo a toponímia da localidade bastante rica. A rua principal tem o nome de Rua D. Pedro I.

Monumentos Históricos:

No Moledo teve residência D. Inês de Castro, moradora no Palácio que se encontra em ruínas e tendo nele residido D. Fernando e D. Leonor Teles. O Palácio ou paço tinha um aspecto místico com os seus muros centenários. Os desditosos amores de D. Pedro e D. Inês, figuras da nossa história, tão bem lembrados no livro “Os Lusíadas”, do poeta Luís Vaz de Camões.

A “Capela da Rainha” do lado de cá da ribeira e outras ruínas da época, possivelmente pertencentes aos criados do Paço, e onde posteriormente foi construída a Igreja.

A “Banheira de D. Inês de Castro” que está lamentavelmente abandonada junto ao Lavadouro.

A Igreja do Divino Espírito Santo construída no ano de 1629 e restaurada várias vezes e à qual, posteriormente, foi acrescentada uma capela-mor. O corpo da Igreja conserva o bom tecto de madeira, de caixotões, característico do séc. XVII, com pinturas de ordenatos, tendo como painel central a cena de Pentecostes. Nas paredes tem azulejos seiscentistas, de tipo tapete. Tem coro alto, com duas colunas com pias de água benta nos fustes. No pavimento, algumas lápides sepulcrais com inscrições quase ilegíveis.

Os moinhos de vento, desactivados mas que fazem lembrar os tempos dos avós que outrora labutavam nos campos à volta do trigo, centeio e milho e depois lá iam a caminho dos moleiros entregar o suor do seu rosto para que as mós transformassem em farinha, o pão que os alimentava nos longos Invernos.

Os Poços: o “Poço Velho”, reparado recentemente, e o “Poço Novo” no Largo Capitão Simões Belo, são lindos de observar.

O Lavadouro Público que funciona em pleno.

Os cruzeiros distribuídos pela aldeia são duma religiosidade e beleza que se devem preservar.

Os muros de pedras, “enfeitados com piteiras.

As grutas principais que existem junto do moinho do Afonso, dentro da horta do João Bernardino, a da zona da Confraria, a da Barranca, entre outras.

As pedras milenárias trabalhadas pela Natureza, que estão ao lado do campo de futebol a que chamam “o urso”, pela sua forma e “a esplanada” são a afirmação de como se pode valorizar espaços verdes.

A estatueta do “Sagrado Coração de Jesus” junto ao Pavilhão Gimnodesportivo, perto da “Previlégio”, terreno pertencente à Igreja. Antigamente os indivíduos que cometiam crimes refugiavam-se ali e lá se mantinham protegidos da ira popular.

Os telhados antigos cobertos com a antiga telha portuguesa são dignos de se ver.

Gastronomia:

A região é muito rica e saborosa em gastronomia. Sem levar em conta os pratos normais de sardinha assada, peixe espada e carapaus fritos, bacalhau cozinhado de “mil e uma forma”, entrecosto assado, costeletas de porco, podemos referir ainda os Caracóis à portuguesa, Peixinhos da horta e as sopas de fava-rica, sopa de entulho...

Feira:

Anualmente é realizada a feira da localidade no dia 6 do mês de Junho.